Jackson Cionek
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k-Plan TUS suppresses EEG ERP VEPs

k-Plan TUS suppresses EEG ERP VEPs 

Ultrassom guiado por fMRI Modulação Localizada Medível Repetível

Neuromodulação em tempo real - um passo prático rumo ao closed-loop

 

Artigo:

Dunsford, S., Murphy, K., Darrieutort, E., Fouragnan, E., & Ganis, G. (2026). Unilateral online ultrasound stimulation of early visual cortex suppresses responses to contralateral visual stimuli. Brain Stimulation, 19(2), 103023. https://doi.org/10.1016/j.brs.2025.103023

 

Comentários BrainLatam - Consciência em Primeira Pessoa:

Eu leio este artigo como uma tentativa honesta de responder uma pergunta simples:

“O ultrassom está mudando o cérebro na hora… ou eu só estou vendo efeitos colaterais (som, vibração, susto) que parecem ‘estimulação’?” 

A estratégia deles é elegante: usar o córtex visual, porque ele é organizado por lados. Se eu mexo no visual esquerdo, o efeito mais convincente aparece no campo visual direito (contralateral). Se o efeito fosse só “barulho no corpo”, eu esperaria algo mais espalhado, menos lateralizado.

O que eles fizeram (do jeito que eu enxergo)

  • Estimularam com k-Plan TUS um lado do córtex visual inicial (guiado por fMRI), em 19 pessoas.

  • Mostraram checkerboards no campo visual esquerdo ou direito e mediram VEPs.

  • O TUS entrava em metade dos trials, aleatório, então dá pra comparar eu comigo mesmo (controle forte). 

  • Também fizeram modelagem / estimativa de “engajamento do alvo” (quanto do foco acústico realmente pegou o alvo, levando em conta diferenças de crânio).

TUS suppresses EEG ERP VEPs
TUS suppresses EEG ERP VEPs

O que aparece como resultado (sem poesia)

O padrão principal é:

  • Os VEPs diminuem quando o estímulo visual está no campo contralateral ao lado estimulado.

  • Não aparece a mesma supressão do lado “errado” (ipsilateral), o que ajuda a separar de confounds periféricos.

E tem um detalhe que eu considero “pé no chão”:

  • Quanto maior o engajamento/dose no alvo, maior a supressão observada. Isso soa como relação dose → efeito, e não como “efeito placebo do barulho”.

O que eu sinto que o artigo realmente entrega

Eu não saio daqui pensando “ultrassom é milagre”.
Eu saio pensando:

“Eles acharam um jeito convincente de mostrar efeito online e espacialmente específico, usando a topografia do cérebro como controle.” 

Isso é útil porque o campo de TUS vive brigando com a dúvida: “foi cérebro ou foi ouvido/pele?”. Aqui, o desenho experimental reduz essa dúvida.

O que ainda fica aberto (e eu não finjo que fechou)

  • Isso é modulação de VEP. Eu ainda quero ver mais ponte com percepção/comportamento (o que a pessoa nota? melhora? piora? em quais tarefas?).

  • Diferença de crânio e acoplamento parecem importar bastante (eles mesmos modelam isso), então personalização pode ser chave. 

  • E eu ainda quero ver mais sobre reprodutibilidade e “janela de segurança/parâmetros” em diferentes laboratórios (o campo está caminhando nisso).

Três perguntas BrainLatam 2026 (pra virar próximo post/experimento)

  1. Se eu mudar a tarefa visual (mais atenção, menos atenção), essa supressão do VEP continua igual ou depende do estado?

  2. Se eu medir pupila/HRV junto, eu separo melhor “carga / alerta” de “efeito neural local”?

  3. Dá pra repetir o mesmo truque topográfico em outras áreas (motor/somato) pra testar modulação online sem confundir com periferia?






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Jackson Cionek

New perspectives in translational control: from neurodegenerative diseases to glioblastoma | Brain States